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ABIHPEC

As conquistas e fronteiras do mercado de Higiene Pessoal

Ter boa aparência e manter-se com aspecto jovem e saudável por mais tempo são quesitos essenciais nos dias de hoje e, principalmente, para quem atua no competitivo mercado de trabalho. No Brasil, a busca por essa conquista pode ser facilmente percebida na constante ascensão do mercado de HPPC (produtos de higiene pessoal, perfumes e cosméticos).

Em recente entrevista exclusiva para o portal ISIC Instituto Schulman de Investigação Científica, o presidente da ABIHPEC - Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosmética -, Sr. João Carlos Basílio, abriu as portas do seu escritório e nos revelou em detalhes o trabalho realizado pela Associação e como anda este promissor mercado. Segundo o presidente, o aumento no consumo de HPPC (higiene pessoal, perfumes e cosméticos) é resultado de alguns fatores importantes vividos no Brasil, como a forte ascensão econômica da classe C, maior longevidade da população e aumento das mulheres no mercado de trabalho.

Origem

Fundada em 1995, a ABIHPEC completou 19 anos e surgiu da necessidade de se criar uma entidade que representasse nacional e internacionalmente as indústrias brasileiras e multinacionais que atuam no Brasil no setor de HPPC.

Sob a direção do empresário João Carlos Basílio, a Associação foi fundada em decorrência da vasta experiência do sindicato Sipatesp (Sindicato da Indústria de Perfumaria e Artigos de Toucador do Estado de São Paulo) fundado há 80 anos, e que até então não tinha uma entidade nacional que pudesse representar o setor.

Com ampla atuação no mercado a ABIHPEC se consolidou e hoje é interlocutora do setor junto a ANVISA no que diz respeito à área regulatória. Também é representante do setor realizando pesquisas e levantamento de preços no mercado para definir  média e margem de preços. Além disso, faz parte da coalisão com a área de meio ambiente no que se refere a resíduos sólidos, discussões sobre a biodiversidade brasileira, enfim, trata-se de um órgão ativo e presente nas discussões que dizem respeito a indústria de modo geral.

Desafios

De acordo com Basílio, o fato de o Brasil ser um país ainda em formação demanda muita discussão para tentar alcançar um consenso. "São muitos os detalhes que temos que ajustar pela frente como as discussões sobre a proibição dos testes em animais (a indústria de HPPC já não usa há muitos anos). Atualmente a preocupação real é com as novas moléculas, a cadeia produtiva da nossa indústria e como enfrentar essas questões. O que vamos fazer se não houver análises clínicas, testes invitro e como poderemos resolver essas temáticas e garantir segurança no futuro? São algumas delas. Além disso, pelo fato de sermos uma indústria que está indo bem e em constante crescimento, sofremos pressão  de aumento de carga tributária que requer a necessidade de estudo de impacto econômico sobre os efeitos",  revela.

Conquistas

Ao sentir as necessidades e carências do mercado, a ABIHPEC ampliou seu leque de ações e começou a atuar também internacionalmente em diversas frentes, incentivando a inovação e o desenvolvimento científico por meio do ITEHPEC- Instituto de Tecnologia e Estudos de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos - , que representa o Brasil nos encontros e debates técnicos e regulatórios. Assim, participa de pesquisas e captação de informações importantes para transmitir aos institutos especializados em todo o mundo, cria seminários internacionais, discute termos e está presente em debates internacionais e conta com um conselho científico formado por professores e mestres com especialidade na área.

Outro projeto que vem demonstrando bons resultados é a Beauticare Brazil, criada em 2001, e que trabalha com o setor nacional de HPPC promovendo a internacionalização das marcas do País. "Hoje contamos com 16 marcas participantes do projeto que são avaliadas no desempenho das exportações e já demonstram crescimento constante. Estas empresas  participaram da última feira em Dubay no projeto Beautycare e estimam que vão exportar mais de 11 milhões de dólares nos próximos 12 meses só com os contatos feitos. O desafio que a Apex colocou é de que possamos atingir 16 % de aumento nas exportações. E essa nossa meta com certeza será atingida", conclui o presidente.


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