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GINKGO BILOBA

GINKGO BILOBA: de fitoterápico à fitocosmético

Temos na área de cosméticos e cosmecêuticos muitos ativos inovadores, porém, os consagrados continuam fazendo grande sucesso no dia a dia da cabine da esteticista. Isto se deve ao fato de que os ativos consagrados são queridinhos tanto pelos profissionais quanto pelos clientes, uma vez que ambos já conhecem seus benefícios e/ou resultados comprovados, tornando prático o tratamento estético.

Dentre eles, um ativo milenar ganha destaque, o Ginkgo biloba (Gb), uma espécie vegetal nativa da China, Japão e Coréia, é um dos fitoterápicos mais utilizados pela população oriental para o tratamento e prevenção de doenças.  Suas propriedades terapêuticas já eram exaltadas 5.000 anos atrás na primeira farmacopéia Chinesa e, a partir do século XX, também começaram a se destacar no ocidente.

Indivíduos saudáveis ingerem o Ginkgo biloba principalmente com o objetivo de melhorar a função cognitiva e a perfusão sanguínea, embora a literatura já tenha comprovado diversas outras propriedades. Seus princípios ativos são determinados especialmente pela presença de flavonóides e terpenos, reconhecidos principalmente por propriedades antioxidantes e de proteção vascular. Apresentam ainda ações antimicrobiana, antiviral, antiulcerosa, antineoplásica, antiinflamatória, anti-hepatotóxica, anti-hipertensiva, antiedematogênica, antialergência, antiagregação plaquetária, antienvelhecimento e anticelulítica.

Atualmente, as indústrias cosméticas têm voltado seus estudos de P&D à incorporação de extratos vegetais de eficácia fisiológica já comprovada em produtos de aplicação tópica. Com o extrato de Ginkgo biloba (EGb) não é diferente, especialmente pela sua atuação de destaque na proteção anti radical livre.

Radicais livres são moléculas naturalmente produzidas pelos organismos vivos como produto de reações metabólicas necessárias para a obtenção de energia. Elas são carregadas negativamente e tem alto poder oxidante, reagindo inclusive com moléculas de DNA, promovendo o envelhecimento da célula.

O EGb atua significativamente como antioxidante através da inativação do radical superóxido (O2-) e na inibição de certas enzimas da cadeia produtora das moléculas oxidantes. Desde modo, o Ginkgo ajuda a diminuir a deterioração das células, resultando em uma ação anti-age e prevenindo e a degeneração cutânea.

Em termos de formulação, o extrato vem sendo testado especialmente em emulsão óleo em água, cremes e géis. Suas propriedades vasodilatadoras e cicatrizantes prometem ser de grande valia em tratamentos estéticos. Além de otimizar a absorção de outros princípios ativos, através da melhora da microcirculação sanguínea, ele inibe a destruição do colágeno, melhorando a textura e uniformidade da pele.


Outros potenciais cosméticos deste extrato incluem:

·  Diminuição da queda de cabelo - O aumento da permeabilidade ajuda na vascularização do couro cabeludo e na restauração dos bulbos capilares, resultando em um aumento da vida útil do folículo capilar.

·  Ação antiadiposa e anticelulítica - Regulariza a circulação periférica dificultando o acúmulo lipídico sobre camadas cutâneas.

·  Adjuvante no tratamento de varizes - Proteção dos vasos, otimização da circulação e diminuição da viscosidade sanguínea.

·  Atuação na sedosidade e hidratação da pele ? Devido a alta concentração de flavonoides e bioflavonas, o EGb atua também no controle sebáceo e regularização das glândulas para peles secas. Quando combinando com carotenoides e vitaminas é excelente para a viçosidade, rigidez e renovação da pele.


Referências Bibliográficas

CLOSTRE, F. (1986) Presse Med. 15: 1529-38

WATANABE, C. & M. Takahashi (1991) Jpn. Kokai Tokkyo Koho 133: 918-25.

HIBATALLAH, J.; et al. In-vivo and In-vitro Assessment of the Free-radical-scavenger

BANOV, D.; et al. Caracterização do Extrato Seco de Ginkgo biloba em formulações de uso tópico. Acta Farm. Bonaerense 25 (2): 219-24 (2006) 


Artigo da equipe do ISIC com a colaboração de Gabriella Mariam e da Farmacêutica Patrícia Andrei Saslavsky 



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